sexta-feira, 26 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Adeus

Despedida

No domingo passado, (dia 21), eu estava lendo o Jornal de Jundiaí e teve uma matéria que por incrível que pareça, me chamou a atenção. Essa matéria era sobre o câncer, falava das pessoas famosas que sofriam desse mal e foram curadas e de outras que estavam ainda na fase de quimioterapia.



A pessoa que mais me chamou a atenção foi o Neguinho da Beija Flor. Todo mundo sabe que ele tem um câncer, que está em tratamento, se casou no meio da Sapucai. Até aí, tudo bem. Mas aí o depoimento que ele deu ao jornalista, foi o fim da picada: "A quimioterapia maltrata, mas o câncer não mata mais".



No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Cancer (INCA), o número de pessoas que contrairam a doença é de 466.730 Os tipos mais incidentes, foram os cânceres de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e de colo do útero no sexo feminino. Em 2009 a estimativa de novos casos é a mesma que em 2008.


Sinceramente, como o Neguinho da Beija Flor pôde dizer isso? Ele quase morreu por causa da doença e ele não está totalmente curado, porque infelizmente essa doença maldita não tem cura. Fiquei mais indignada ainda exatamente porque há dois dias (exatamente há uma semana) eu havia perdido um "primo" por causa dessa doença.



E não é só isso...minha tia avó morreu de câncer no figado, que infelizmente foi descoberto tarde e já tomava conta do seu corpo inteiro, não havia mais o que ser feito. Meu avô com seus oitenta e tantos anos morreu vítima de um câncer de próstata.



E em menos de um ano perdi mais duas pessoas muito queridas.



A primeira, um amigo do colégio. Crescemos juntos, estudamos juntos a vida inteira, e com apenas 19 anos, em uma aula da faculdade de Ed. Física, ele teve sintomas de infarte, rapidamente ele foi levado ao hospital, e aí o laudo médico: Câncer no coração. Dois anos depois o tumor já havia se espalhado pelo corpo, e atingindo o cérebro, não havia mais o que ser feito. Ele se foi...deixando muita saudade aos familiares e amigos.



E a segunda, o meu "primo". É inacreditável como essa doença não escolhe as pessoas. A gente pensa: tantos bandidos soltos por aí, e quem sofre com essa doença, infelizmente são as pessoas boas. Devido a dores nas costas que ele sentia, meu "tio" o levou ao hospital. Enfizema pulmonar, litros e litros de água foi tirado do seu pulmão. E as radiografias mostraram um pequeno tumor em sua caixa toráxica. Descobero com 12 dias após a contração da doença, o tratamento começou. Sessões e mais sessões de quimioterapia, uma vida que nem adulto, muito menos criança merece. E foi menos de um ano até que essa maldita doença se alastrasse pelo seu corpo. Infelizmente, meu pequeno "primo" se foi, e mais uma vez perdi um ente querido por causa do câncer. E como era de se esperar, ele se foi, deixando a saudade, a vontade de viver a vida, que ele tinha inteirinha pela frente. Ele foi um guerreiro, lutou até o ultimo minuto por sua vida...



...e eu ainda sou obrigada a ouvir que o mal do século é a depressão e principalmente que o câncer não mata.



Homenagem


Não só para o Diego, mas também para todas as pessoas queridas que morreram por causa dessa maldita doença.


Existem horas e lugares em que as pessoas tem que ser fortes, e não deixar transparecer que tudo está acabado.
Sem dúvida nenhuma vocês ficarão nos corações de todo mundo, de alguma maneira...e nós temos certeza que de algum lugar, vocês estão olhando por nós.








quarta-feira, 24 de junho de 2009

Contra a queda do Diploma


Jornalistas por Formação

"Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. Certamente o poder público não pode restringir dessa forma a liberdade profissional no âmbito da culinária, e disso ninguém tem dúvida, o que não afasta, porém, a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos à saúde e à vida dos consumidores”, foi o que disse o ‘sábio’ presidente da Corte, Gilmar Mendes.


Na ultima semana vários veículos de comunicação tem apresentado como principais reportagens a decisão da queda do diploma de Jornalismo. Com oito votos contra um o Supremo Federal Tribunal, baniu o nosso diploma e agora qualquer um pode ser jornalista e fazer reportagens, mesmo que essa pessoa não saiba o que é uma pauta, identificarfontes e até mesmo escrever um lead.


A primeira coisa que me veio a cabeça quando recebi a notícia foi: de repente, o meu sonho se tornou um pesadelo, agora meu diploma não vale mais nada, o que eu aprendi praticamente três anos na faculdade também não vale mais nada, e agora? O que eu vou fazer da minha vida? Desistir desse sonho e ir atrás de algo que o diploma valha a pena?


Foi aí que eu descobri que não me vejo fazendo outra coisa, simplesmente porque o jornalismo é a minha vida, ir atrás de informação e levá-la para as pessoas da maneira correta é o que eu sempre quis fazer, independente de um diploma válido ou não na minha mão.


Mas aí entram meus pais que ficam me perturbando pra abandonar o curso, ou tentar prestar uma faculdade federal, que provavelmente estará com menos concorrência esse ano... e aí eu penso nas minhas habilidades descobertas com o tempo: a natação, a diagramação...educação física Designer Gráfico...mas logo meus pensamentos voltam: o que será de mim sem o jornalismo?


Por muito tempo eu pensei que o curso de publicidade era obrigatório o diploma, até porque é um dos cursos mais concorridos do Brasil, mas o diploma também não é obrigatório para esse curso, e nesse caso também vemos pessoas importantes como o Roberto Justos que não tem o diploma de publicitário, mas construiu um império e hoje só contrata pessoas que fizeram o curso.


A mesma coisa vai acontecer com o Jornalismo. Agora todo mundo fala que o diploma não vale nada e que qualquer um pode ser jornalista, mas na hora de ir atrás de uma vaga de emprego, quem estará na frente, será quem fez o curso. Lógicamente que eu sou a favor e vou lutar pelo diploma por formação, e isso significa que eu não vou abandonar um sonho porque os meus pais estão impondo isso e a sociedade também.


terça-feira, 23 de junho de 2009

Entrada Para Raros



Música, Alegria, teatro, acrobacia

Para chegar a gravação do segundo CD da Banda “O Teatro Mágico: Segundo Ato”, Fernando Anitelli, vocalista da banda, passou experiências que lhe ensinaram muito sobre a vida e principalmente sobra a carreira artística.
Logo cedo, se formou em Comunicação Social, que lhe garantiu não só o diploma, mas também a formação da sua extinta banda: Madalena 19. Com uma certa ingenuidade e com o intuito de ficar famoso, Anitelli assinou um contrato com uma produtora, que não só permitiria a gravação de um CD, mas que também daria todos os direitos autorais das músicas compostas por ele a essa gravadora, que por fim acabou rejeitando a banda por achar que as músicas eram brasileiras demais.
Em 2003, com a ideia de entrar para o cenário independente, Anitelli formou a trupe do “Teatro Mágico”, composta por doze músicos e três artistas circenses, a banda mistura elementos da música, com números de circo, transformando assim, o palco em um picadeiro.
Entrou em estúdio para gravar o seu primeiro CD: “O Teatro Mágico: Entrada Para Raros”, fazendo referência ao Best Sellers do escritor alemão Hermano Hesse “O Lobo da Estepe”, e assim montou um espetáculo juntando tudo numa coisa só: malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo o que a imaginação pudesse criar.
Vestido de palhaço, Fernando Anitelli sobe ao palco com influências do circo, do teatro e da poesia. Suas melodias são feitas em um ritmo único, misturando maracatu, samba, hip-hop, música erudita e rock. Utilizando instrumentos como pick ups, violões, violinos, guitarras, baixo, percussão, flauta, gaita, bateria, piano e sons eletrônicos. Suas letras são a poesia do cotidiano urbano, retratando a sociedade brasileira: uma sociedade desigual e desumana, com moradores de rua, mecanização do trabalho, alienação as emissoras de televisão e retratando também os sentimentos humanistas.
Suas músicas trazem grande surpresas para seus fãs, para os que são muito atentos, descobrem mensagens ocultas em suas músicas, como em “O Anjo mais Velho”, composta para seu irmão mais velho Gustavo, que morou durante seis anos nos Estados Unidos. Essa música traz à tona o sentimento de saudade por uma pessoa que já se foi, ou mora longe.
“(...) Metade de mim agora é assim: de um lado a poesia, o verbo a saudade. Do outro a luta, que nos trouxe coragem para chegar ao fim (...)”, ou seja, uma parte são lembranças, e a outra é a vontade de continuar a batalha.
“(...) Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar (...)”, não importa quando, onde ou o por quê, o que importa é que enquanto o coração bater a saudade vai estar junto.
E de traz para a frente a mensagem oculta: “(...) O novo, o credo, a fé que você deposita em você (...)”, o que não precisa de explicação: um dia vão se encontrar novamente.
Traçando um paralelo entre o real e o imaginário, as pessoas descobrem a delícia de se permitir um pouco mais de si mesmos, e a trupe do Teatro Mágico, comandada por Fernando Anitelli, escreve seu nome na história da música popular brasileira, com o sucesso independente de gravadoras ou mídia de massa.
Considerados pelo jornal “Folha de São Paulo” como o melhor show da atualidade no Brasil, a companhia musical e circense recebe elogios como: “Longe da crítica e perto do público”.
Hoje suas músicas são distribuídas gratuitamente pela internet, e seus DVDS são vendidos a preços populares, deixando a mensagem: “Ser o que se é, afinal, todos somos raros e temos que ter consciência disso.”



E como entrevistá-lo é para raros, confira:



Poliana: Muitas pessoas vêm vestidas e maquiadas como vocês. Qual é a sua opinião sobre isso?
Fernando Anitelli: É uma homenagem bonita pra caramba, fico muito feliz, porque é um projeto que tem a característica de ser realizado de maneira colaborativa, com um publico que visita nossos sites, sai nas fotos, na nossa apresentação, então, quando esse pessoal vem transfigurado, trazendo seu personagem de casa, a gente gosta muito da homenagem.
Eu acho importante a participação. O que não é legal é ficar nessa coisa rasa, efêmera do personagem. O importante é ficar atento nas letras, nas críticas, porque é isso que o teatro mágico quer trazer. Para nós é um carinho muito grande.
P: O que tem de diferente no CD “O Segundo Ato”? O que o Publico pode esperar do espetáculo?
F. A: O pessoa agora vai receber uma parcela maior do segundo ato, já estivos aqui outras vezes com esse espetáculo, mas cantamos bem mais “Entrada para Raros”. Agora, a gente vai trazer as novidades nos shows aéreos, as músicas novas, os textos novos. O publico pode esperar a surpresa que virá. A gente sabe o começo e o fim, o que vai acontecer no meio é o publico que vai dizer (risos).
P: Em todos os shows vocês passam uma mensagem. Nesse show, além das mensagens de costume, vocês têm um recado especial para passar?
F. A: Hoje na verdade a gente vai defender a diversidade sexual. Existe uma grande mobilização na Paulista (av. Paulista, em São Paulo), em questão do orgulho da parada gay. E o que a gente acha interessante é que o “teatro Mágico” tem essa comunicação com o jovem, com a criança, com a família. Então, para todos nós é muito importante humanizar o ser humano, em questão de respeito e do preconceito. Acho que tudo isso está inserido no nosso projeto.
P: Qual é o principal meio de divulgação de vocês, já que vocês não aparecem nas mídias de massa?
F. A: O Boca a boca sem dúvida! A gente vai completar seis anos, e nesses seis anos a gente sempre utilizou da internet como ferramenta para divulgar nosso material. No nosso site tem foto, música para baixar de graça. Hoje as gravadoras, as mídias começaram a falar sobre o novo momento da música, para implantação do AI 5 da internet, impedindo esses dawloads. Então, essa é a maneira de se relacionar com a gente. De maneira clara, explicita, de poder entrar em um site de relacionamento e ali poder falar com a gente, direto, de poder perguntar e a gente responder. Essa relação próxima tira o artista de cima do palco e vai a onde o publico está, e acaba com esse negócio de que o artista é intocável, acaba o show e ele vai embora para o planeta dos artistas. Isso não existe! Essa relação simples, colaborativa, muita gente divulga nossas frases no MSN, sai com as nossas camisetas e isso ajuda a gente a divulgar o nosso trabalho. A gente percebe que o “Teatro Mágico” não é uma coisa que está sendo empurrada guela abaixo através de rádio. A gente corre paralelo a esse circuito musical.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Força de um Gigante

Pra quem gosta de Literatura, vale a pena conferir "O velho e o mar" de Ernest Hemingway foi uma das obras mais conceituadas do autor, ganhando o prêmio Plizer, além de ter sido a justificativa para o prêmio Nobel de Literatura em 1954.

Ernest Hemingway


Nascido em 1899, na cidade de Illinois (Estados Unidos), Ernest Hemingway foi criado pelo pai médico da zona rural, cresceu em um ambiente pobre e rude, descrito em um de seus livros de contos “In Our Time”.
Iniciou sua vida de escritor aos 18 anos, no jornal “Kansas City”. Após a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial em 1918, Hemingway tentou alistar-se para o exército americano, mas não foi aceito devido a um problema na visão. Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de enfermeiro de ambulância na Cruz Vermelha, gravemente ferido, foi hospitalizado em Milão, onde se recuperou e se apaixonou pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, que se tornou sua inspiração para escrever o livro “Adeus as Armas” com a heroína inglesa Catherine Barkley.
Depois de voltar ao jornalismo em 1921, foi para Paris, iniciando seu convívio com outros escritores americanos e com o meio cultural mais efervescente da época. Sentindo falta do jornalismo e da vida de correspondente internacional, mudou-se para a Flórida, e na década de 30 decidiu sair para uma pescaria em alto mar com amigos, que terminou em Havana, capital Cubana, hospedou-se e um hotel no bairro de Habana Vieja bairro mais antigo da cidade que se tornou o lar do escritor, e os cenários que comporiam sua história e a da própria ilha pelos próximos 23 anos.
Em 1954 ganhou o prêmio Nobel de literatura e o livro “O velho e o Mar” foi explicitamente mencionado como uma justificativa para o prêmio, sendo considerado uma obra-prima para a prosa moderna.
Ernest Hemingway suicidou-se em 1961, e até hoje sua morte é um dos assuntos mais polêmicos nas discussões sobre sua vida e obra.






O Velho e o Mar
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil
Valor: R$31,00
Edição: 55 - 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 128

Obs: Em março de 2000m foi realizada uma adaptação para desenho animado, toda desenhada a mão pelo artista russo Alexander Petrov.



A Força de Um Gigante

A constante luta pela sobrevivência e a relação do homem com o mar são o apoio desta obra que foi a última de Ernest Hemingway publicada ainda em vida, em Cuba de 1952.
“Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos, que eram da cor do mar, alegres e indomáveis”, assim é descrito Santiago, um velho pescador, que antes era respeitado por todos os outros pescadores da aldeia, mas visto agora como sinônimo de azar e fracasso. Há 84 dias sem fisgar nenhum peixe, ele decide enfrentar uma busca desesperada mar a dentro, para pegar o maior peixe que cruzar o seu caminho. Assim, contando com a sorte, com um pingo de água e poucas iscas de sardinha, Santiago parte em direção ao golfo do México, alimentando-se de golfinhos e peixes voadores, que pescava durante a sua jornada, enfrentando o sol quente que lhe queimava a visão e a solidão do mar.
Fingindo conversar com alguém, enquanto na verdade clamava seus pensamentos, Santiago narra suas aventuras do passado, e deseja desesperadamente a presença de seu pequeno aprendiz e amigo Manolin, que foi obrigado pela família a deixar o velho e a se juntar a pescadores mais sortudos que ele.
Em toda narrativa, Ernest Hemingway mostra todos os seus conhecimentos ao descrever que para sobreviver em alto mar é preciso além da sorte, muita sabedoria sobre as mudanças climáticas e as correntes marinhas, a localização dos cardumes e o comportamento dos peixes, e mais do que isso, ele nos envolve com as dúvidas de Santiago, as suas angustias, nos faz sentir a mesma dor que ele, nos faz sentir o cheiro da água salgada e o gosto do peixe cru.
"E assim, quando já não podia mais ver o verde da costa e sim os cumes das colinas azuis, com o mar calmo em que a luz formava prismas na água", Santiago viu uma de suas varas dobrar-se violentamente. Ele sabia exatamente o que era: há uns 150 metros de profundidade, um espadarte estava comendo a sardinha que cobria a ponta do anzol, indo cada vez mais longe da costa. A luta durou três longos dias, com sol a pino castigando-lhe os olhos, a linha rasgando-lhes as mãos, até que apenas uma delas continuava em condições para que o velho Santiago vencesse o enorme peixe.
O autor buscava uma prosa calcada na linguagem jornalística, baseada em verbos e substantivos, e não nos adjetivos, que considerava excessos emotivos. Suas obras eram romances e nevolas aventurescas, em que o personagem principal quase sempre tinha uma batalha a enfrentar, as vezes superior a sua força.
"(...) O esqualo não veio por acaso. Viera das profundezas das aguás, quando a nuvem escura de sangue se espalhara pelo mar que tinha uma milha de profundidade. O tubarão subira depressa, sem o menor cuidado, e, quando veio a tona na água, brilhou inesperadamente ao sol. Em seguida tornara a mergulhar no mar e começara a nadar em perseguição da embarcação e do peixe (...)"
Santiago sabia que a volta para Havana não seria fácil, atraídos pelo sangue da conquista, é perseguido por tubarões de diferentes raças e tamanhos, e escapando de cada um deles com apenas dois remos, o leme e o pequeno martelo, chega a seu destino apenas para constatar o seu cansaço e a carcaça do enorme peixe.
Quebrado por dentro e depois de cuspir um líquido estranho, Santiago vai para o pobre casebre onde vive, derrotado deita em sua cama coberta de jornais velhos e descansa sob os cuidados do pequeno Manolin. Com o amanhecer, outros pescadores vêem o barco atracado, com o esqueleto do peixe amarrado em um dos lados e o comprimento do espadarte traz de volta ao velho a admiração de todos.
Enfim o livro “O velho e o Mar” conta a estória de um homem persistente e de inabalável confiança em si próprio, mesmo diante dos terríveis obstáculos que a vida lhe impõe. A obra nos envolve nas angustias e sonhos de um velho pescador, testa os limites da capacidade humana diante de uma natureza voraz, e acima de tudo nos mostra como devemos agarrar os nossos sonhos e nunca desistirmos dele.



Ao meu namorado e Melhor amigo

Várias pessoas me perguntam porque não atualizo meu blog, mas ninguem pediu mais do que meu namorado e melhor amigo, e é pra ele que vai a minha atualização.
Esse blog não é pra falar da minha vida, mas resolvi escrever esse artigo porque é o que eu estava sentindo no momento e virou um artigo que poderia ser publicado em uma dessas revistas teens como a Capricho ou a Gloss. Então aí Vai.


Reflexões para um grande Amor


As vezes eu paro para refletir: "Será que estou fazendo a coisa certa? Ser do jeito que eu sou, ter os amigos que eu tenho, fazer o curso que eu faço?". Entre tantas outras dúvidas, me pergunto principalmente: "Será que é certo namorar o meu melhor amigo?"

Algumas Respostas levam algum tempo pra gente descobrir, outras porém são simples e fáceis. Como namorar meu melhor amigo, por exemplo.

Quando a gente era só amigos, ficavamos horas no MSN, no e-mail, trocavamos depoimento por orkut todos os dias. Trabalhavamos juntos. Almoçavamos juntos...e hoje a única coisa que mudou, foi que não trabalhamos mais juntos.

Como ele era meu melhor amigo, mesmo ele tendo escondido que gostava de mim por vários meses, eu sentia que não era só amizade, e chega uma hora que é impossível continuar escondendo esse sentimento, e mesmo já sabendo e sentindo, a gente leva um grande susto quando a verdade vem a tona.

Querendo ou não, o meu sentimento com relação ao meu melhor amigo também começou a mudar, mas é uma situação complicada...Já pensou se eu estivesse confundindo os sentimentos? Ele seria mais um iludido na face da terra!

Acontece que passados dois anos, graças a Deus, ele nunca conseguiu me esquecer, e os meus amigos começaram a perceber que eu não queria mais só amizade, mas dois medos tomavam conta de mim. O primeiro era o relacionamento não dar certo, e mais do que isso: eu perder o meu melhor amigo. E o segundo e último, era perder a amizade da minha melhor amiga, que dizia gostar dele.

Quem deu destino a minha bifurcação foi minha ex-melhor amiga, que decidiu sair da jogada e deixar o caminho aberto para nós. Ela percebeu o que eu não enxergava, e uma coisa é certa: se ela não tivesse saído da parada, hoje jamais estariamos juntos. E sabe, foi a melhor coisa que aconteceu, porque descobri que não preciso de amigos como ela e como todos os outros que eu tinha naquela época. É claro que vou guardar com carinho nossos momentos, mas a mágoa das coisas ruins que aconteceram continuam.

E mais do que isso, descobri que é maravilhoso ter o melhor amigo como namorado, sabe por quê? Porque muitas pessoas acham que a amizade muda, e a vida muda, tratam desse assunto como algo impossível de acontecer, e fazem uma tempestade em copo d'agua, digo isso por experiêcia própria. Mas se esquecem de que na verdade ele já é seu amigo (lembre-se de que ele é seu melhor amigo), ele já vai saber que você ama canjica e seu sorvete preferido é de passas ao rum. ele já vai saber que você chora nos finais de filmes tristes e que você adora ganhar bolsas e livros de presente. Ele já sabe que você é uma baladeira de plantão e ama ficar bebada com jurupinga. Ele já sabe que você é palmeirense rocha e ama rosa...

...Ele já sabe que você ama carinho, ama receber elogios, ama confetes, e adora fazer doce, você não tem que ensinar nada, e tanto quanto você, ele quer que esse relacionamento dê certo.

Mas sabe o que é mais perfeito?

Depois que rola o primeiro beijo, nossa, você descobre que além de ser o seu melhor amigo (sim, porque a amizade continua a mesma coisa), ele ainda é o homem da sua vida, porque você vai ao delírio com aquela boca macia que se encaixa perfeitamente na sua, você sente aquela famosa falta de ar, a famosa borboleta na barriga e daí cai a sua ficha, e você se pergunta: "Por que eu demorei tanto pra deixar que isso acontecesse?".

E daí você descobre que não era medo de perder o seu melhor amigo, e sim a ansiedade de descobrir que ele é o amor da sua vida!

Então eu volto a questão do início: "será que é certo namorar o meu melhor amigo?".

E essa resposta eu já sei decor, salteado e de ponta cabeça: Mais do que certo é perfeito, e é por isso que eu te amo e te quero tanto!


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um pouco de ciência

O cérebro humano ainda é para alguns cientistas uma caixinha de surpresas, muitas informações a serem descobertas e concluídas. Porém para curiosos, outros fatos já foram esclarecidos, como por exemplo as diferenças existentes entre os cérebros masculino e feminino.
Sabemos que o cérebro masculino é 3% mais volumoso e possui mais neurônios - células nervosas, que conduzem as informações de qualquer parte do corpo, até o cerébro humano - que o feminino, nem por isso vamos nos deixar levar pelas aparências: enquanto o homem tem raciocínio lógico, conseguem decifrar mapar sem ter que virá-los de ponta cabeça e conseguem estacionar o carro com a maior facilidade do mundo, as mulheres desenvolveram a capacidade de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, fácil comunicação com o próximo e saber quando uma pessoa está mentindo ou não.
Querendo ou não, essas atividades são desenvolvidas pelo cérebro, e para entendermos melhor, é necessário entender as dificuldades que homens e mulheres efrentavam desde a pré história. Como o homem tinha que caçar para a própria sobrevivência, ele desenvolveu no cérebro a visão focada em um único ponto, ele precisava saber com exatidão o local em que estava dentro da floresta, por isso homens possuem noção espacial mais aguçada do que nas mulheres. A mulher ficava em casa cuidando da cria e das pessoas mais idosas da tribo, por isso teve que desenvlver a visão ampliada, fazer comida e cuidar das crianças ao mesmo tempo, e ainda desenvolveram a audição, pois teriam que saber quando os idosos estavam sentindo dor.
Todos esses relatos influenciaram para o desnvolvimento do cérebro na maneira como ele está hoje, como todos os fatos foram baseados em pesquisas, pode haver algumas excessões. Deve existir em algum lugar no mundo uma mulher capaz de decifrar mapas sem ter que cirá-los de ponta cabeça e homens capazes de fazer comida e cuidar dos filhos ao mesmo tempo.