quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Força de um Gigante

Pra quem gosta de Literatura, vale a pena conferir "O velho e o mar" de Ernest Hemingway foi uma das obras mais conceituadas do autor, ganhando o prêmio Plizer, além de ter sido a justificativa para o prêmio Nobel de Literatura em 1954.

Ernest Hemingway


Nascido em 1899, na cidade de Illinois (Estados Unidos), Ernest Hemingway foi criado pelo pai médico da zona rural, cresceu em um ambiente pobre e rude, descrito em um de seus livros de contos “In Our Time”.
Iniciou sua vida de escritor aos 18 anos, no jornal “Kansas City”. Após a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial em 1918, Hemingway tentou alistar-se para o exército americano, mas não foi aceito devido a um problema na visão. Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de enfermeiro de ambulância na Cruz Vermelha, gravemente ferido, foi hospitalizado em Milão, onde se recuperou e se apaixonou pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, que se tornou sua inspiração para escrever o livro “Adeus as Armas” com a heroína inglesa Catherine Barkley.
Depois de voltar ao jornalismo em 1921, foi para Paris, iniciando seu convívio com outros escritores americanos e com o meio cultural mais efervescente da época. Sentindo falta do jornalismo e da vida de correspondente internacional, mudou-se para a Flórida, e na década de 30 decidiu sair para uma pescaria em alto mar com amigos, que terminou em Havana, capital Cubana, hospedou-se e um hotel no bairro de Habana Vieja bairro mais antigo da cidade que se tornou o lar do escritor, e os cenários que comporiam sua história e a da própria ilha pelos próximos 23 anos.
Em 1954 ganhou o prêmio Nobel de literatura e o livro “O velho e o Mar” foi explicitamente mencionado como uma justificativa para o prêmio, sendo considerado uma obra-prima para a prosa moderna.
Ernest Hemingway suicidou-se em 1961, e até hoje sua morte é um dos assuntos mais polêmicos nas discussões sobre sua vida e obra.






O Velho e o Mar
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil
Valor: R$31,00
Edição: 55 - 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 128

Obs: Em março de 2000m foi realizada uma adaptação para desenho animado, toda desenhada a mão pelo artista russo Alexander Petrov.



A Força de Um Gigante

A constante luta pela sobrevivência e a relação do homem com o mar são o apoio desta obra que foi a última de Ernest Hemingway publicada ainda em vida, em Cuba de 1952.
“Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos, que eram da cor do mar, alegres e indomáveis”, assim é descrito Santiago, um velho pescador, que antes era respeitado por todos os outros pescadores da aldeia, mas visto agora como sinônimo de azar e fracasso. Há 84 dias sem fisgar nenhum peixe, ele decide enfrentar uma busca desesperada mar a dentro, para pegar o maior peixe que cruzar o seu caminho. Assim, contando com a sorte, com um pingo de água e poucas iscas de sardinha, Santiago parte em direção ao golfo do México, alimentando-se de golfinhos e peixes voadores, que pescava durante a sua jornada, enfrentando o sol quente que lhe queimava a visão e a solidão do mar.
Fingindo conversar com alguém, enquanto na verdade clamava seus pensamentos, Santiago narra suas aventuras do passado, e deseja desesperadamente a presença de seu pequeno aprendiz e amigo Manolin, que foi obrigado pela família a deixar o velho e a se juntar a pescadores mais sortudos que ele.
Em toda narrativa, Ernest Hemingway mostra todos os seus conhecimentos ao descrever que para sobreviver em alto mar é preciso além da sorte, muita sabedoria sobre as mudanças climáticas e as correntes marinhas, a localização dos cardumes e o comportamento dos peixes, e mais do que isso, ele nos envolve com as dúvidas de Santiago, as suas angustias, nos faz sentir a mesma dor que ele, nos faz sentir o cheiro da água salgada e o gosto do peixe cru.
"E assim, quando já não podia mais ver o verde da costa e sim os cumes das colinas azuis, com o mar calmo em que a luz formava prismas na água", Santiago viu uma de suas varas dobrar-se violentamente. Ele sabia exatamente o que era: há uns 150 metros de profundidade, um espadarte estava comendo a sardinha que cobria a ponta do anzol, indo cada vez mais longe da costa. A luta durou três longos dias, com sol a pino castigando-lhe os olhos, a linha rasgando-lhes as mãos, até que apenas uma delas continuava em condições para que o velho Santiago vencesse o enorme peixe.
O autor buscava uma prosa calcada na linguagem jornalística, baseada em verbos e substantivos, e não nos adjetivos, que considerava excessos emotivos. Suas obras eram romances e nevolas aventurescas, em que o personagem principal quase sempre tinha uma batalha a enfrentar, as vezes superior a sua força.
"(...) O esqualo não veio por acaso. Viera das profundezas das aguás, quando a nuvem escura de sangue se espalhara pelo mar que tinha uma milha de profundidade. O tubarão subira depressa, sem o menor cuidado, e, quando veio a tona na água, brilhou inesperadamente ao sol. Em seguida tornara a mergulhar no mar e começara a nadar em perseguição da embarcação e do peixe (...)"
Santiago sabia que a volta para Havana não seria fácil, atraídos pelo sangue da conquista, é perseguido por tubarões de diferentes raças e tamanhos, e escapando de cada um deles com apenas dois remos, o leme e o pequeno martelo, chega a seu destino apenas para constatar o seu cansaço e a carcaça do enorme peixe.
Quebrado por dentro e depois de cuspir um líquido estranho, Santiago vai para o pobre casebre onde vive, derrotado deita em sua cama coberta de jornais velhos e descansa sob os cuidados do pequeno Manolin. Com o amanhecer, outros pescadores vêem o barco atracado, com o esqueleto do peixe amarrado em um dos lados e o comprimento do espadarte traz de volta ao velho a admiração de todos.
Enfim o livro “O velho e o Mar” conta a estória de um homem persistente e de inabalável confiança em si próprio, mesmo diante dos terríveis obstáculos que a vida lhe impõe. A obra nos envolve nas angustias e sonhos de um velho pescador, testa os limites da capacidade humana diante de uma natureza voraz, e acima de tudo nos mostra como devemos agarrar os nossos sonhos e nunca desistirmos dele.



Ao meu namorado e Melhor amigo

Várias pessoas me perguntam porque não atualizo meu blog, mas ninguem pediu mais do que meu namorado e melhor amigo, e é pra ele que vai a minha atualização.
Esse blog não é pra falar da minha vida, mas resolvi escrever esse artigo porque é o que eu estava sentindo no momento e virou um artigo que poderia ser publicado em uma dessas revistas teens como a Capricho ou a Gloss. Então aí Vai.


Reflexões para um grande Amor


As vezes eu paro para refletir: "Será que estou fazendo a coisa certa? Ser do jeito que eu sou, ter os amigos que eu tenho, fazer o curso que eu faço?". Entre tantas outras dúvidas, me pergunto principalmente: "Será que é certo namorar o meu melhor amigo?"

Algumas Respostas levam algum tempo pra gente descobrir, outras porém são simples e fáceis. Como namorar meu melhor amigo, por exemplo.

Quando a gente era só amigos, ficavamos horas no MSN, no e-mail, trocavamos depoimento por orkut todos os dias. Trabalhavamos juntos. Almoçavamos juntos...e hoje a única coisa que mudou, foi que não trabalhamos mais juntos.

Como ele era meu melhor amigo, mesmo ele tendo escondido que gostava de mim por vários meses, eu sentia que não era só amizade, e chega uma hora que é impossível continuar escondendo esse sentimento, e mesmo já sabendo e sentindo, a gente leva um grande susto quando a verdade vem a tona.

Querendo ou não, o meu sentimento com relação ao meu melhor amigo também começou a mudar, mas é uma situação complicada...Já pensou se eu estivesse confundindo os sentimentos? Ele seria mais um iludido na face da terra!

Acontece que passados dois anos, graças a Deus, ele nunca conseguiu me esquecer, e os meus amigos começaram a perceber que eu não queria mais só amizade, mas dois medos tomavam conta de mim. O primeiro era o relacionamento não dar certo, e mais do que isso: eu perder o meu melhor amigo. E o segundo e último, era perder a amizade da minha melhor amiga, que dizia gostar dele.

Quem deu destino a minha bifurcação foi minha ex-melhor amiga, que decidiu sair da jogada e deixar o caminho aberto para nós. Ela percebeu o que eu não enxergava, e uma coisa é certa: se ela não tivesse saído da parada, hoje jamais estariamos juntos. E sabe, foi a melhor coisa que aconteceu, porque descobri que não preciso de amigos como ela e como todos os outros que eu tinha naquela época. É claro que vou guardar com carinho nossos momentos, mas a mágoa das coisas ruins que aconteceram continuam.

E mais do que isso, descobri que é maravilhoso ter o melhor amigo como namorado, sabe por quê? Porque muitas pessoas acham que a amizade muda, e a vida muda, tratam desse assunto como algo impossível de acontecer, e fazem uma tempestade em copo d'agua, digo isso por experiêcia própria. Mas se esquecem de que na verdade ele já é seu amigo (lembre-se de que ele é seu melhor amigo), ele já vai saber que você ama canjica e seu sorvete preferido é de passas ao rum. ele já vai saber que você chora nos finais de filmes tristes e que você adora ganhar bolsas e livros de presente. Ele já sabe que você é uma baladeira de plantão e ama ficar bebada com jurupinga. Ele já sabe que você é palmeirense rocha e ama rosa...

...Ele já sabe que você ama carinho, ama receber elogios, ama confetes, e adora fazer doce, você não tem que ensinar nada, e tanto quanto você, ele quer que esse relacionamento dê certo.

Mas sabe o que é mais perfeito?

Depois que rola o primeiro beijo, nossa, você descobre que além de ser o seu melhor amigo (sim, porque a amizade continua a mesma coisa), ele ainda é o homem da sua vida, porque você vai ao delírio com aquela boca macia que se encaixa perfeitamente na sua, você sente aquela famosa falta de ar, a famosa borboleta na barriga e daí cai a sua ficha, e você se pergunta: "Por que eu demorei tanto pra deixar que isso acontecesse?".

E daí você descobre que não era medo de perder o seu melhor amigo, e sim a ansiedade de descobrir que ele é o amor da sua vida!

Então eu volto a questão do início: "será que é certo namorar o meu melhor amigo?".

E essa resposta eu já sei decor, salteado e de ponta cabeça: Mais do que certo é perfeito, e é por isso que eu te amo e te quero tanto!


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um pouco de ciência

O cérebro humano ainda é para alguns cientistas uma caixinha de surpresas, muitas informações a serem descobertas e concluídas. Porém para curiosos, outros fatos já foram esclarecidos, como por exemplo as diferenças existentes entre os cérebros masculino e feminino.
Sabemos que o cérebro masculino é 3% mais volumoso e possui mais neurônios - células nervosas, que conduzem as informações de qualquer parte do corpo, até o cerébro humano - que o feminino, nem por isso vamos nos deixar levar pelas aparências: enquanto o homem tem raciocínio lógico, conseguem decifrar mapar sem ter que virá-los de ponta cabeça e conseguem estacionar o carro com a maior facilidade do mundo, as mulheres desenvolveram a capacidade de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, fácil comunicação com o próximo e saber quando uma pessoa está mentindo ou não.
Querendo ou não, essas atividades são desenvolvidas pelo cérebro, e para entendermos melhor, é necessário entender as dificuldades que homens e mulheres efrentavam desde a pré história. Como o homem tinha que caçar para a própria sobrevivência, ele desenvolveu no cérebro a visão focada em um único ponto, ele precisava saber com exatidão o local em que estava dentro da floresta, por isso homens possuem noção espacial mais aguçada do que nas mulheres. A mulher ficava em casa cuidando da cria e das pessoas mais idosas da tribo, por isso teve que desenvlver a visão ampliada, fazer comida e cuidar das crianças ao mesmo tempo, e ainda desenvolveram a audição, pois teriam que saber quando os idosos estavam sentindo dor.
Todos esses relatos influenciaram para o desnvolvimento do cérebro na maneira como ele está hoje, como todos os fatos foram baseados em pesquisas, pode haver algumas excessões. Deve existir em algum lugar no mundo uma mulher capaz de decifrar mapas sem ter que cirá-los de ponta cabeça e homens capazes de fazer comida e cuidar dos filhos ao mesmo tempo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Uma luz no fim do túnel

Uma pesquisa realiza nos Estados Unidos, divulgou no mundo inteiro no dia 27 de abril de 2008 que desativando uma proteína humana chamada ITK poderá abrir novos caminhos para o combate do retrovírus da AIDS neutralizando a resistência do patógeno aos antirretrovirais.
Essa proteína ativa nos linfócitos T, células imunológicas importantes no organismo.
Estudos publicados no Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS). A maioria dos tratamentos contra a Aids têm como alvo as proteínas do próprio vírus responsável pela infecção. Mas à medida que o HIV realiza várias mutações, estas proteínas mudam rapidamente e geram resistência do vírus aos tratamentos. Estes cientistas descobriram que atuando sobre a proteína ITK (interleukine-2-inducible T cell kinase) podiam bloquear a infecção das células imunológicas humanas pelo HIV. A proteína ITK ativa os linfócitos T no mecanismo normal de resposta imunológica do organismo humano. Contrariamente às proteínas do vírus HIV, a proteína ITK registra poucas mutações.
Tentar contra-atacar o vírus HIV, que muda muito rapidamente, prescrevendo combinações de medicamentos e mudando de tratamentos pode aumentar o risco de efeitos secundários tóxicos e nem sempre há sucesso, quando o HIV entra no organismo, infecta as células linfocitárias T e toma o controle do mecanismo de defesa, o que permite ao vírus produzir cópias de si mesmo.
A infecção acaba comprometendo o conjunto do sistema imunológico provocando a Aids, a síndrome da imunodeficiência adquirida. Estes trabalhos mostram que se a proteína ITK não estiver ativa, o vírus da Aids não pode usar eficazmente as células linfocitárias T para se reproduzir, o que as deixa mais lentas ou até bloqueia sua propagação.
AIDS se caracteriza por astenia, perda de peso acentuadas e por uma drástica diminuição no número de linfócitos T auxiliadores (CD4), justamente as células que ativam os outros linfócitos que formam o exército de defesa do corpo. O organismo da pessoa que possui o vírus HIV torna-se incapaz de produzir anticorpos em resposta aos antígenos mais comuns que nele penetram.Com a imunidade debilitada pelo HIV, o organismo torna-se susceptível a diversos microorganismos oportunistas ou a certos tipos raros de câncer

De 1980 a junho de 2007 foram notificados 474.273 casos de aids no País – 289.074 no Sudeste, 89.250 no Sul, 53.089 no Nordeste, 26.757 no Centro Oeste e 16.103 no Norte. No Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a incidência de aids tende à estabilização. No Norte e Nordeste, a tendência é de crescimento. Segundo critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem uma epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos.
O Boletim Epidemiológico 2007 trouxe, pela primeira vez, dados sobre a proporção de pessoas que continuaram vivendo com aids em até cinco anos após o diagnóstico. O estudo foi feito com base no número de pessoas identificadas com a doença em 2000. Os dados apontam que, cinco anos depois de diagnosticadas, 90% das pessoas com aids no Sudeste estavam vivas. Nas outras regiões, os percentuais foram de 78%, no Norte; 80%, no Centro Oeste; 81%, no Nordeste; e 82%, no Sul.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um pouco de Cultura!

A Semana de Arte Moderna foi um evento ocorrido em São Paulo no ano de 1922 no período entre 11 e 18 de fevereiro no Teatro Municipal da cidade. Durante os sete dias ocorreu uma exposição modernista no Teatro e nas noites dos dias 13, 15 e 17 de fevereiro e ocorreram apresentações de poesia, música e palestras sobre a modernidade.
Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos. A nova
poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. O adjetivo "novo", marcando todas estas manifestações, propunha algo a ser recebido com curiosidade ou interesse.
Vale ressaltar que a Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século. Devido à falta de um ideal comum a todos os seus participantes, ela desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança.
A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas
vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas.
As vanguardas européias vieram por causa da necessidade de abandono dos antigos ideiais estéticos do
século XIX .
O principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida se dava no campo da
literatura (e da poesia, em especial). Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.
A pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas vanguardas, e em
1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista brasileira, com influências do cubismo, expressionismo e futurismo. A exposição causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro Lobato, o que foi o estopim para que a Semana de Arte Moderna acontecesse.
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas idéias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.

  • 13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
  • 15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novaes era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos...) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o poema entitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise tuberculose.
  • 17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranqüilo da semana, apresentações músicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Um pouco sobre Notícia

O Brasil é um país com diferentes raças: negros, asiáticos e principalmente brancos, com a cultura voltada para a Europa, de onde acreditam provirem todo o progresso e civilização.
Todas essas identidades nacionais não aparecem na TV, para um negro virar protagonista de novela, levou tempo, muito tempo, impondo uma determinada noção de identidade nacional, impedindo o livre acesso a tela, para a formação de outras identidades.
Concentrada no Rio de Janeiro e em São Paulo, a televisão busca unir todos esses povos existentes no Brasil, principalmente a partir dos anos 70, em que foi possível passar imagens a longa distância. Tornou-se um formador de opinião, principalmente por causa das telenovelas e telejornais que busca no mundo branco, passar as informações políticas, econômicas e sociais para um país totalmente miscigenado.
A população volta seus olhares para São Paulo e Rio de Janeiro, que possuem grande capital para fazerem som e imagem de ultima geração, enquanto isso, as emissoras regionais penam para conquistarem um pequeno público. Mas nem sempre foi assim. A televisão nasceu local, tornando-se nacional após sua maior idade.
A primeira emissora de TV a surgir, foi a TV tupi, em 1950. Os telespectadores podiam captar a imagem e um raio de 100 quilômetros e torno do transmissor que gerava a imagem, assim cada emissora tinha programações diferentes do que ela é hoje. Em cada uma das cidades em que surgia uma emissora de TV, a programação era diferente. A telenovela que passava em São Paulo, não era a mesma que passava no Rio de Janeiro. O noticiário que passava em Curitiba não era o mesmo que passava em Recife e assim por diante.
Em 1960, chegou ao Brasil o videoteipe, um equipamento que mudaria para sempre o problema do regismo da imagem na TV. Ainda não havia a edição eletrônica de imagens e nem de utilizar o videoteipe como recurso expressivo da linguagem. O produto era caríssimo, mas chegou ao Brasil porque os principais eixos (São Paulo e Rio de Janeiro) tinham que ver a inauguração de Brasília.
A possibilidade de duplicação e por extensão de comércio dos programas de TV, levou a formação de grandes redes nacionais. Os programas de maiores sucessos de uma determinada região eram copiados e vendidos para outras emissoras regionais. São Paulo e Rio de Janeiro tinham a maior concentração de talentos artísticos, e a partir daí há um declínio na produção regional e a programação passa a ser nacional, apenas pelo fato de possibilitar a todo país o uso dos mesmos produtos culturais.
Em 1970, com a criação das microondas, foi possível fazer a transmissão de programas ao vivo e em tempo real. Em 1985, as microondas já tomavam conta de todo o quadrante brasileiro, sendo assim o número de provedores de programas reduziu-se a pequenas empresas: Tupi, Globo, Bandeirantes e Record.
A identidade nacional passou a ser medida pelo sotaque carioca e pela mentalidade paulista, usando o ponto de vista das duas metrópoles.
A idéia de reduzir custos e gerar lucros foi a responsável pela redução de emissoras regionais.
Nos anos 90, chega ao Brasil a TV por assinatura, que oferecem dezenas de canais e é aí que surge os canais de acesso público: comunitários, legislativos, universitários, educativos e culturais. Isso permite que os grupos mais variados façam televisão.
Não tem como deixar que o mercado televisivo se ordene sozinho, são necessários mecanismos legais de regulação, impondo percentuais obrigatórios de produção regional, e também de programas independentes.
Agora o objetivo é expandir as redes nacionais para o exterior do Brasil, e para isso a TV digital entra no século XXI com tudo.
A televisão digital usa um modo de modulação e compreensão digital para enviar vídeos, sons e sinais de dados aos aparelhos compatíveis, proporcionando transmissão e recepção de maior quantidade de conteúdo por uma mesma freqüência e de alta qualidade da imagem.
Emissoras e industrias de equipamentos financiaram parte dos testes de laboratório e de campo para comparar a eficiência técnica dos padrões tecnológicos existentes em relação a transmissão e recepção dos sinais.
A TV digital chegou ao Brasil no dia dois de dezembro de 2007, às 20horas e 48 minutos, com o pronunciamento do Presidente da Republica, inicialmente em São Paulo, mas com intenções de se expandir para o Grande Rio.

Uma Apologia Necessária


Richard Harwood é um escritor e especialista em aspectos políticos e diplomáticos da segunda guerra mundial. Em 1988 escreveu uma coluna no jornal "The washington Post" criticando a falta de leitura que vem da década de 70 até os dias de hoje.
A população tem aumentado torno de 34% enquanto a circulação de jornais aumentou menos de 1%. As pessoas com o poder aquisitivo e grau de escolaridade maior compram e lêem mais jornais e revistas às pessoas com poder aquisitivo e grau de escolaridade baixo. Porém na década de 50, 100% das unidades de moradia recebiam jornais em suas casas, em que muitas das pessoas não tinham o ensino superior completo. A queda na leitura de jornais ou revista não está clara, podendo ser responsável o nível das escolas públicas e até mesmo os meios de comunicação.
Antes do desaparecimento dos leitores os jornais buscaram medidas para a modificação do jornal e o interesse pela leitura. Uma dessas mudanças foi a diagramação modular, e o anexo de imagens para despertar o interesse no leitor e torná-la mais fácil de ser percorrida com o olhar.
Uma outra mudança foi a divisão do jornal em colunas, como por exemplo: coluna política, econômica, Social, Esportiva, entre outros, havia também colunas femininas que pautavam assuntos desde uma candidata a algum cargo político até receitas culinárias.
Na década de 70 teve inicio ao projeto leitura: problema do desaparecimento dos leitores de forma sistemática. Um Dos estudos que mais provocou mudanças foi realizado pelo Snaej (sociedade norte americana de editores de jornais). Esse estudo teve como base discussões dirigidas entre 12 grupos de cidades norte americanas, que defendia o melhor relacionamento entre jornalistas e leitores.
Cinco anos depois, de a industria jornalística ter adotado a noção de noticiário, Ruth Clark fez a reaparição com um estudo quantitativo realizado com uma metodologia científica, muito diferente do seu estudo anterior. A primeira Rutch Clarck, não se manifestava contra o noticiário de forma exclusiva, mas chamou a atenção para uma cobertura mais leve. Clarck disse ainda que os jornais estão aqui para ficar, não importa o que apareça na TV ou no computador.
O Primeiro jornal a adquirir as mudanças foi o "USA Today" que usava e a buscava de cores e imagens. Tinha como objetivo atrair o público jovem, criativo e inovador. Com a sua forma inovadora o jornal "USA Today" tornou-se o segundo maior jornal, perdendo apenas para "the wall street journal".
Mesmo com todas as mudanças a população, não só a norte americana, como a população do mundo inteiro, continuam sem ler o impresso, preferindo muitas vezes ouvir o noticiário ao caminho do trabalho através do rádio, ou então assisti-lo pela televisão ao chegar em casa após um longo dia de trabalho.
A ritmo de vida das pessoas estão cada vez mais rápidos e muitas acham que não tem tempo para ler os impressos, tornando mais fácil e rápido os outros meios de comunicação. Mas como disse Ruth Clarck, os impressos não desapareceram nem mesmo com a TV e a internet.