Pollyanna é uma menina de 11 anos, filha de um missionário pobre. Ela ganhou esse nome por causa das duas irmãs da sua mãe: uma chamava-se Polly e a outra chamava-se Anna. sexta-feira, 8 de abril de 2011
A Pollyanna dentro de mim
Pollyanna é uma menina de 11 anos, filha de um missionário pobre. Ela ganhou esse nome por causa das duas irmãs da sua mãe: uma chamava-se Polly e a outra chamava-se Anna. quinta-feira, 8 de abril de 2010
Pela Janela da Sala, Pela Janela do Quarto
“Uma garota de cinco anos caiu do sexto andar do prédio em que o pai e a madrasta moravam. Ambos foram à delegacia e disseram que um suposto criminoso jogou a menina pela janela, mas não sabiam quem era. Isabella Nardoni chegou a ser socorrida, mas morreu pouco depois. No corpo da menina, peritos encontraram lesões incompatíveis com a queda, surgindo, assim, a possibilidade de que ela teria sido agredida momentos antes de cair da janela do apartamento....”
“É um absurdo, como pode um pai e uma madrasta jogaram pela janela a própria filha? A menina tinha apenas cinco anos. Estou inconformado, a população está inconformada. Isabella Nardoni tinha lesões pelo corpo. O pai agrediu a filha antes de jogá-la pela janela...”
Quando a notícia da morte da menina Isabella Nardoni saiu nos veículos de comunicação de massa, assim como eu, muita gente acompanhou o desfecho dessa trama pelos diversos meios: rádios, jornais, revistas e principalmente a televisão, pois essa notícia envolvia uma criança, o pai e a madrasta. Cada veículo de comunicação divulgou a notícia, e todo seu desfecho, da maneira que achou conveniente, e ela repercutiu na população brasileira: foi assunto em trote de faculdade de direito, na hora do almoço do trabalho, nos debates das faculdades de comunicação social. Muitas pessoas faziam questão de participar do júri popular pelo qual o pai e a madrasta seriam julgados.
Existe uma lei de imprensa que obriga os veículos de comunicação a dedicarem uma porcentagem do seu tempo/espaço a casos de violência doméstica, como o caso de Isabella Nardoni, e esse é um dos motivos pelo qual a morte da menina foi tão comentada, porém alguns profissionais da área saíram um pouco de seus limites e cederam diante do sensacionalismo, enquanto alguns veículos eram imparciais e não apontavam o culpado, outros já apontavam o pai e a madrasta como criminosos antes mesmo do resultado final do julgamento, além de apelarem pala o lado emotivo para ganharem mais audiência, contrariando os códigos de ética e conduta da área.
Fico indignada com as atitudes dos “profissionais” da área de jornalismo, que fazem com que seu diploma caia pela janela (como já caiu, por não ser mais obrigatório), assim como Isabella (que também não está mais aqui), no lugar de trazer orgulho aos futuros profissionais de jornalismo.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Entre a Angustia e a Esperança
Lembro como se fosse hoje, há 12 anos a maioria dos jornais davam a notícia de que uma menina de 10 anos havia sido sugada pelos cabelos por um sistema de sucção da piscina do prédio em que morava.
Na época esses mesmos jornais não deram a notícia de sua morte, nem de sua sobrevivência, mas hoje, lendo minhas notícias rotineiras, descobri que esse menina chama-se Flávia, e que ela foi salva por seu irmão quatro anos mais velho e que doze dias depois do trágico acidente, ela abriu os olhos, e sua família recebeu a notícia de que ela estava em coma irreversível.
Oito meses depois, sua mãe Odélia resolveu levá-la pra casa e cuidar dela lá. No começo, ela acreditava em milagres e por isso a levava em retiros espirituais. Todos os dias ela recebia promessas e certezas de que se ela seguisse tal religião a filha seria curada.
Flávia está as vésperas de completar 22 anos, uma vez ou outra ela tem alguns reflexos, e sua mãe a esperança de que um dia ela volte ao normal.
O que estou querendo ressaltar aqui, é o amor de uma mãe para uma filha. Há 3 anos, essa mãe criou o blog “Flávia, vivendo em coma” (http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/), em que ela fala como se fosse a menina, ou seja, deu voz a filha que já não fala há 12 anos, e ainda alerta ao perigo das bombas de sucção de piscinas e mais do que isso, fala da lerdeza da (in) justiça brasileira.
Na mesma época, Odélia entrou com um processo contra o condômino (que instalou a bomba de sucção indevida) e a industria fabricante da bomba. Os tribunais colocaram em dúvida até a inteligência da menina que tinha como média escolar nota 9,3 e tinha Inglês e Espanhol fluente e falaram também que a mãe era culpada por deixar sua filha sozinha na piscina (apenas ressaltando que a menina nadava muito bem, e que ela estava com o irmão 4 anos mais velho). O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal, e apenas esse ano a causa foi ganha pela mãe, o condomínio terá que pagar indenização, porém a industria fabricante foi absolvida.
Neste sábado também saiu na revista Época a rotina dessa mãe que sonha um dia ouvir novamente a voz de sua filha. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105927-15228,00-SAUDADES+DE+SUA+VOZ.html
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A verdade é que nunca saberemos o que realmente ocorreu dentro da faculdade. Algumas testemunhas falaram que ela ergueu o vestido e ficou provocando os estudantes, outras falaram que ela simplesmente não fez nada e que foi humilhada por usar o tal do minivestido cor de rosa.
Em primeiro lugar: se a menina não podia entrar na escola com aquela roupa, os seguranças ou os responsáveis deveriam informá-la educadamente de que ela não poderia freqüentar as aulas com aqueles trajes inadequados.
Segundo: estudei durante dois anos e meio em um universidade católica, em que, mesmo no inverno, algumas meninas iam para a faculdade de cinto, no lugar de saia e nunca ninguém se quer falou alguma coisa.
Terceiro: a vida é da menina e ela faz o que quer com ela. Ser biscatinha é o estilo dela e ninguém tem nada a ver com isso e ponto.
O que acontece agora, é que ela conseguiu toda a publicidade que queria: vai aparecer em diversos programas de televisão, vai leiloar o tal do minivestido e ainda vai posar na playboy (e ela nem é tão bonita assim, tem rosto de pobre, é gorda e cheia de celulite, mas o photoshop faz milagre!), sem contar que ela pode processar a faculdade e ganhar uma grana preta! E o que esses estudantes da UNIBAN que humilharam a tal da Geyse ganharam com isso? Pois é, nada!!
Como se esses estudantes não estivessem gostando de ver a popa da bunda da menina por baixo daquele minivestido...
Que fique bem claro, não sou a favor da roupa que a menina estava usando, o que estou querendo dizer, é que sou contra o comportamento dos estudantes, apenas isso!!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Tudo Novo DE NOVO

terça-feira, 28 de julho de 2009
Fregues bom é da fiel!
Eu nunca postei nada sobre esportes, embora todo mundo que me conhece saiba que essa é uma das minhas paixões, principalmente o futebol, que é sem dúvida o esporte mais jogado e disputado no Brasil. Portanto não tenho como não comentar o clássico mais esperado do país: Palmeiras e Corintians. Tenho que confessar que o campeonato brasileiro já estava sem graça sem esse timéco rsrsrsrs...
Brincadeiras a parte, porque tenho uma grande admiração por determinados jogadores do Corintians, a verdade é uma só: o Palmeiras goleou o Corintians. Na verdade o time adversário contou com a ajudinha do juíz, se não seriam cinco a zero, e não três.
Bom, fomos convidados (meu namorado e eu) para um churrasco na casa de uma família, acreditem se quiser, é inteira Corintiana, no começo não quis ir, eu falava: "não amor, vai dar azar, temos que ir ao beco, lá somos invictos", haha pura superstição, acabamos indo, e só haviam três palmeirenses no local, e claro, um santista para cornetar, o restante, familiares e amigos do dono da casa, eram todos corintianos roxos..."Vai ser três a um para o Corintians"..."Não, vai ser três a zero para o Palmeiras, com dois gols do Obina"...... "Imagina, levar gol do Obina"...
A partida começou, e só se ouvia falar do grande fenômeno, que queria brilhar, e como sempre, brilhou: com o excesso de gordura, caiu em cima do próprio braço e foi obrigado a ser substituído logo no primeiro tempo, e o único gordo que brilhou na partida foi sem dúvida nenhuma o novo fenomeno Obina! Sim, companheiros corintianos da partida desse ultimo domingo, vocês não levaram apenas dois gols do Obina, mas sim cinco!!!
Curiosidades do maior clássico: Palmeiras X Corintians
1. O nome Derby foi criado pelo jornalista Thomas Mazzoni, de A Gazeta Esportiva, para definir o jogo entre Corinthians e Palmeiras, por ser um jogo difícil de apontar o vencedor, como eram as corridas de cavalo disputadas em Epsom, uma tradicional prova de cavalos na Inglaterra e chamaada de ”Derby”;
2. O Palmeiras é o time que mais enfrentou o Corinthians, assim como o Corinthians é o time que mais enfrentou o Palmeiras – 328 jogos;
3. O Palmeiras venceu 119 jogos, enquanto que o Corinthians levou a melhor 112 vezes. Houve 97 empates. O Palmeiras marcou 482 gols e Corinthians 441.
4. O primeiro gol foi marcado por Caetano, aos 18 minutos do segundo tempo na vitória por 3×0 do Palestra frente ao Corinthians em 06 de maio de 1917 (Caetano fez os 3 gols naquele jogo) – o Corinthians estava invicto havia 3 anos – 25 jogos;
5. A primeira vitória do Corinthians aconteceu apenas no sexto jogo entre as duas equipes, em 3 de maio de 1919, por 3×0;
6. A maior goleada aconteceu em 3 de novembro de 1933: Palestra Itália 8 x 0 Corinthians;
7. O último clássico disputado no Parque São Jorge aconteceu em 18 de agosto de 1940 e foi vencido pelo Corinthians por 2×0;
8. O primeiro clássico disputado no Pacaembu aconteceu em 5 de maio de 1940 e foi vencido pelo Palestra Itália por 2×1;
9. O clássico com maior número de gols aconteceu em 18 de janeiro de 1953 e foi vencido pelo Corinthians por 6×4;
10. Na final do campeonato paulista de 1954, em 6 de fevereiro de 1955, devido um boato relacionado a “macumba”, o Palmeiras entrou em campo com camisas azuis. O jogo acabou 1×1 e proporcionou o título ao Corinthians (o último antes da série de 23 anos do Jejum de Títulos). O Palmeiras aposentou as camisas azuis naquele dia mesmo;
11. A final do campeonato paulista de 1974 foi a grande chance do Corinthians de acabar com a falta de títulos, que já durava 20 anos. Alguns jornalistas garantem que Ademir da Guia teria cumprimentado Rivelino, pela conquista do título antes do jogo, uma vez que após o jogo seria impossível encontrá-lo devido a possível invasão em campo dos torcedores corintianos. O resultado final foi 1×0 para o Palmeiras, gol de Ronaldo;
12. O último clássico disputado no Parque Antarctica aconteceu em 21 de janeiro de 1976 e acabou empatado por 1×1
13. Menos de 6 meses depois de estrear com a camisa do Corinthians, Casagrande caiu definitivamente nas graças da torcida ao marcar 3 gols, em 4 minutos, na vitória de 5×1 frente o Palmeiras em 1 de agosto de 1982;
14. Em 24 de agosto de 1986, pela semifinal do Paulistão o juiz Ulisses Tavares da Silva Filho, deixou de marcar um pênalti claro para o Palmeiras, anulou um gol legal do Palmeiras e validou um gol ilícito do Corinthians, resultado: Corinthians 1×0 Palmeiras. No jogo de volta, no entanto, sem a influência do árbitro o Palmeiras goleou o Corinthians por 3×0 e se classificou para a final;
15. Após 16 anos na Fila, e depois de perder a primeira partida por 1×0, gol de Viola, o Palmeiras goleou o Corinthians por 4×0 e conquistou o título paulista de 1993, em 12 de junho de 1993;
16. Na única vez que o clássico decidiu um título nacional, em 18 de dezembro de 1994, com um empate em 1 gol, o Palmeiras conquistou o título daquele ano. (A primeira partida aconteceu em 15 de dezembro e foi vencida pelo Palmeiras por 3×1.);
17. O primeiro clássico disputado por uma competição sul-americana aconteceu em 27 de fevereiro de 1999, pela Taça Libertadores da América, e foi vencida pelo Palmeiras por 1×0;
18. Pelas quartas de finais da Taça Libertadores da América de 1999, em 5 e 12 de maio de 1999, após uma vitória palmeirense por 2×0 na primeira partida e uma corintiana por 2×0 na segunda, Marcos, goleiro do Palmeiras, se consagrou ao defender o pênalti batido por Vampeta (Dinei bateu sua cobrança na trave). O resultado na disputa por pênaltis por 4×2 para o Palmeiras;
19. Em 20 de junho de 1999, o Corinthians conquistou o título paulista ao empatar com o Palmeiras por 2×2 ( Na primeira partida o Corinthians havia goleado por 3×0). No final da partida o jogador Edílson começou a fazer embaixadas, com a intenção de provocar os jogadores do Palmeiras, o que provocou uma confusão generalizada em campo;
20. Pelas semifinais da Taça Libertadores da América de 2000, em 30 de maio e 6 de junho de 2000, após uma vitória corintiana por 4×3 na primeira partida e uma palmeirense por 3×2 na segunda (após estar perdendo por 2×1 até os 13 minutos do segundo tempo), Marcos, goleiro do Palmeiras, novamente, se consagrou ao defender o pênalti batido por Marcelinho Carioca. O resultado na disputa por pênaltis por 5×4 para o Palmeiras.
Nota: José Renato Sátiro Santiago Junior
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Para ver antes de morrer - Parte V
Nascido em abril de 1952, foi um conhecido jornalista e escritor francês, editor-chefe da revista de moda Elle, durante mitos anos. Aos 43 anos, Bauby sofreu um grave acidente vascular cerebral (AVC) e entrou em coma, acordando 20 dias depois no hospital marítimo de Berck-sur-Mer, descobrindo assim que perdera a capacidade de se movimentar e falar podia apenas, piscar os olhos.
Essa doença é conhecida como síndrome de lock-in: os movimentos do corpo inteiro são paralisados, mas a mente se mantém intacta.
Escreveu um livro em seu leito de hospital, e morreu dez dias após a sua publicação, em conseqüência de uma pneumonia. Bauby foi embora deixando a mulher, a amante e três filhos.
O corpo de Jean-Dominique Bauby (redator chefe da revista “ELLE”) está imóvel, mas seu olho esquerdo, sua audição, sua imaginação e suas memórias estão em total funcionamento. Apenas isso já mostra que “O Escafandro e a Borboleta” é um filme triste, mas nem por isso é um filme de desesperança.
Jean-Dominique sofreu AVC (acidente vascular cerebral), no momento quem estava com ele era seu filho mais velho, e quem o levou para o hospital foi a sua amante, em oito de dezembro de 2005 e mergulhou em um coma profundo. Quando saiu do coma, foi atingido pela rara “síndrome de lock-in”, uma síndrome que não permite que a pessoa afetada se mexa, coma, fale ou respire sem a ajuda de aparelhos. A única parte do seu corpo que se movimentava, era o seu olho esquerdo.
A impressionante história real foi escrita no leito do hospital que ele estava internado, com a ajuda de uma fonoaudióloga, que montou um novo abecedário, em que as letras mais usadas na França viriam na frente, e a tradutora que recitava esse alfabeto e Jean-Dominique piscava para a letra que ele gostaria de usar.
O livro é uma narrativa dos momentos em que se recuperava no hospital, misturada com as lembranças do passado da sua vida.
Em alguns momentos, principalmente no começo, nos sentimos preso e sufocado, junto com ele em seu escafandro, mas em outros, conseguimos voar feito borboletas em suas lembranças.
Esse filme mostra a capacidade da mente humana, que mesmo em um corpo inerte, consegue pulsar e dar lições de vida. A nossa pequenez frente ao acaso nos faz refletir de que modo estamos caminhando, as vezes estamos livres para fazer o que quiser, mas nos prendemos pelo medo. Em outras, queremos voar, mas nem sequer damos um salto.
Jean-Dominique procurava uma chave para abrir seu escafandro, e existem pessoas que querem se trancar... por quê?O roteirista Ronald Harwood (o mesmo de “O Pianista”) levou o prêmio Befta pela adaptação do livro para o filme. No total foram mais de 10 prêmios internacionais, mas vamos combinar, merece todos
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento (França / EUA): 2007
Estúdio: Pathé Renn Productions / France 3 Cinéma / Canal+ / Région Nord-Pas-de-Calais / The Kennedy/Marshall Company / C.R.R.A.V. Nord Pas de Calais / Ciné Cinémas / Banque Populaire Images 7
Distribuição: Miramax Films / Europa Filmes
Direção: Julian Schnabel
Roteiro: Ronald Harwood, baseado em livro de Jean-Dominique Bauby
Produção: Kathleen Kennedy e Jon Kilik
Música: Paul Cantelon
Fotografia: Janusz Kaminski
Desenho de Produção: Michel Eric e Laurent Ott
Figurino: Olivier Bériot
Edição: Juliette Welfling
Para ver antes de morrer - Parte IV
“Sete Vidas” é o primeiro grande filme escrito por ele. Essa idéia surgiu após uma conversa com uma pessoa a quem ele chamava “a pessoa mais triste que eu já conheci na minha vida”, e esse homem era triste exatamente porque matou sete pessoas em um acidente, que foi considerado pelos Estados Unidos “tragédia nacional”.
Além de “Sete Vidas”, Grant foi assistente do filme Jack & Jill (199-2000), e foi o escritor da série televisiva “Sabrina, a aprendiz de feiticeira”.
Com certeza muitas pessoas já assistiram ao filme “Sete Vidas”, até porque ele é interpretado por um dos melhores atores de Hollywood, em minha opinião, que é Will Smith. E parece que ele gosta de interpretar personagens que fazem a gente parar para refletir, depois de “Em busca da Felicidade” e “Eu sou a Lenda”, ele da vida a Bem Thomas, um ex-auditor da receita federal, amargurado por um passado misterioso e que ajuda as pessoas a sua volta, sem dar explicação, o que o levou a um estranho pacto com seu melhor amigo e com a água viva, que aliás, merece uma atenção especial, pois não é uma mera decoração de seu quarto.
Esse clima de mistério ronda grande parte do filme, e serve para prender o espectador à trama, o diretor tomou o cuidado para desvendar uma ou outra peça do quebra cabeça no decorrer das cenas, deixando a curiosidade do que irá acontecer no final.
Algumas pessoas também vão associá-lo ao lendário “A Corrente do Bem”, em que o menininho tenta ajudar três pessoas que ele não conhece, apenas para tentar melhorar o mundo, mas a finalidade de “Sete Vidas” é muito diferente: tem o intuito de salvar vidas, na maioria dos casos. Sem dúvidas, esse é um daqueles filmes que fazem a gente parar para pensar depois que a sessão acaba. No cinema a gente espera que o filme acabe logo, para sabermos onde tudo aquilo vai levar e mal percebemos que as paisagens do filme são comuns, e as atitudes das pessoas são semelhantes as nossas diárias. A reflexão chega só depois, quando o cérebro humano consegue processar os sentimentos e ações não passiveis de cálculo prévio.
Título Original: Seven Pounds
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Estúdio: Columbia Pictures / Relativity Media / Escape Artists / Overbrook Entertainment
Distribuição: Columbia Pictures
Direção: Gabriele Muccino
Roteiro: Grant Nieporte
Produção: Todd Black, Jason Blumenthal, James Lassiter, Will Smith e Steve Tisch
Música: Angelo Milli
Fotografia: Philippe Le Sourd
Desenho de Produção: J. Michael Riva
Direção de Arte: David F. Klassen
Figurino: Sharen Davis
Edição: Hughes Winborne
Efeitos Especiais: CafeFX
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Para ver antes de morrer - Parte III
Andrew é filho do ator Nathan Davis, estudou jornalismo na universidade de Illinois, antes de entrar como professor na força aérea começou sua carreira na década de 70 e seu primeiro longa como diretor foi a biografia de Stony Island e desde então vem dirigindo filmes como “O fugitivo” e “O chamado”.
Ben Randall (interpretado por nada menos que Kevin Costner) é o melhor mergulhador de resgate de todos os tempos, da equipe de salvamento da guarda costeira e que também possui os melhores recordes de velocidade e tempo, e só há uma coisa com que ele se importa: a segurança das vítimas da fúria do mar.
Porém, um acidente, causado pela tempestade, em um dos resgates causa grandes sequelas à sua vida sentimental e por isso ele é desviado para a função de instrutor na “escola” da guarda costeira.
Ele "revoluciona" o ensino dos novos recrutas fazendo-os treinar de acordo com o que acontece em alto mar, e logo no primeiro dia se depara com Jake Fisher (interpretado por Ashton Kutcher, o mesmo de "Efeito Borboleta"), que além de revelar-se, com o decorrer do filme, um grande mergulhador, ainda o desafia, quebrando todos os seus recordes e assim suas personalidades conflitantes guia grande parte do filme.
Algumas pessoas podem imaginar como uma profissão como essas pode ser tão importante até mesmo entender o patriotismo escondido nas entrelinhas do filme, mas outras com certeza vão encontrar atrativos para entenderem melhor a linha de pensamento e a cultura norte-americana.
Enfim, tudo isso de patriotismo é pouco importante, porque “Anjos da Vida” é um filme que foge do que estamos acostumados a ver: a tentativa de focar em uma profissão pouco explorada pelas câmeras de Hollywood é muito bem sucedida, e a lição que esse filme passa, vocês irão entender o por quê se algum dia decidirem vê-lo, é maravilhosa e emocionante. Confesso que no começo não tive a mínima vontade de assisti-lo, mas hoje tenho certeza que todos irão gostar, é uma pena que não tenha ganhado nenhum Oscar.
Ficha Técnica
Título Original: The Guardian
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 136 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2006
Estúdio: Touchstone Pictures / Beacon Pictures / Firm Films / A School Productions / Contrafilm
Distribuição: Buena Vista International / The Walt Disney Company
Direção: Andrew Davis
Roteiro: Ron L. Brinkerhoff
Produção: Beau Flynn e Tripp Vinson
Música: Trevor Rabin
Fotografia: Stephen St. John
Desenho de Produção: Maher Ahmad
Direção de Arte: Andrew Max Cahn e Austin Gorg
Figurino: Mark Peterson
Edição: Thomas J. Nordberg e Dennis Virkler
Efeitos Especiais: Digital Dream / Pixel Magic / Furious FX / Flash Film Works
terça-feira, 7 de julho de 2009
Para ver antes de morrer - Parte II
Pessoalmente, Danny Devito lançou sua própria bebida à base de limão, Limoncello. Depois desse ocorrido, as vendas do licor italiano dispararam em todo o mundo. Certamente isso animou o ator a investir em sua própria marca.
Atualmente, Danny DeVito planeja abrir uma cantina italiana com o amigo David Minero, em Miami Beach, Flórida.
Também é um clichê das histórias Americanas e também se passa nos cenários de high school. Ao assistirmos esse filme que trata a vida de adolescentes turbulentos, envolvido com gangues e freqüentadores de reformatórios, logo nos lembramos de “Ao Mestre com Carinho” ou para quem gosta de filmes de dança “Vem Dançar”, apenas com a diferença de que o professor é uma mulher.
“Escritores da Liberdade” é um filme classificado como gênero de drama, baseado em fatos reais e se passa nos anos de 1992, em que a cidade de Los Angeles vive uma verdadeira guerra nos seus bairros mais pobres, causados por gangues que são movidas pelas tensões raciais.
Cansada de sua rotina diária e desiludida em relação à vida profissional, Erin Gruwell (interpretada por Hillary Swank, a mesma de “A menina de Ouro” ou “Ps: Eu te Amo”), muda radicalmente de profissão, dedicando-se a educação. Assume cheia de expectativas a sala de aula de inglês e literatura, da turma básica, em uma escola modelo que é obrigada a aceitar alunos de reformatórios, enviados pelo governo. Mas seu modelo educacional não correspondeu aos alunos, as brigas e as insatisfações são constantes e ela é ignorada a ponto de ficar sozinha em sala de aula.
A direção da escola também ignora as dificuldades de dar aula a essa turma, e então Erin decide mudar seus métodos, com propostas de trabalhos que se identifica com esses alunos, através da música e de jogos. De início os alunos a ofendem dizendo que nada que ela faça mudará a história de vida deles, e ela retruca perguntando se vale a pena participar de gangues, e se serão lembrados pelas atitudes. Nesse momento, cada um tem a oportunidade de contar a sua história, seus medos, suas angustias, suas mágoas e o por que da violência.
Participando de forma ativa ao mundo deles, a professora conquista a confiança dos alunos, e desse modo passa a etapa de superação das dificuldades, através da metodologia de escritas em diários e projetos de leitura como “O diário de Anne Frank”.
E assim, eles reúnem seus diários em um livro, que foi publicado nos Estados Unidos em 1999, depois de muitas dificuldades.“Escritores da Liberdade” merece ser visto com apreço, sobretudo pela ênfase no papel da educação como mecanismo de transformações individuais e comunitárias.
Ficha Técnica
Título Original: Freedom Writers
País de Origem: Alemanha / EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Estúdio/Distrib.: UIP
Direção: Richard LaGravenese
Produção: Danny DeVitto, Michael Shamberg e Stacey Sher
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Para ver antes de morrer - Parte I
Nasceu e cresceu em Fair Oaks, na Califórnia, atualmente vive na Carolina do Norte com a sua família. Pelos seus excelentes resultados, em sua juventude foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame. Em 1988 se formou em economia, seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, mas teve que abdicar devido a um grave acidente. Começou sua carreira de escritor quando trabalhava como delegado de informação médica. A agente literária Theresa Park se propôs a vender os direitos autorais do seu primeiro romance: “O diário da Nossa Paixão”, mas atingiu a fama ao escrever o Best Seller : “Um amor para recordar”, que foi adaptado para o set de gravação da Warner Bros.
Tudo é muito familiar: o maniqueísmo; o mocinho; a mocinha e um obstáculo que os impedia de ficarem juntos - e o enredo se desenrolando no cenário típico de high school - inclusive algumas locações usadas foram emprestadas do seriado adolescente "Dawsons Creek". Ainda que siga uma fórmula, "Um Amor para Recordar" consegue ser um filme que emociona.
Mal recebido pelos críticos (a revista de entretenimento Entertainment Weekly entitulou-o como A Walk to Forget - Um amor para esquecer), foi aplaudido pelo público, Arrecadando US$ 47 milhões de dólares só nos estados Unidos, esse filme teve a menor arrecadação baseada em um livro de Sparks.
No livro, a história se passa na década de 50, mas na adaptação para o filme, tanto Sparks quanto a roteirista concordaram em atualizá-lo para a década de 90.
London Carter (Shane West, ficou mais conhecido com o Dr. Ray Barnett da série médica ER) é um jovem rapaz aventureiro sem muitos objetivos nem pretensões na vida, até que um dia, uma de suas brincadeiras de mal gosto dá errada e deixa um colega paraplégico, terminando por prestar serviços comunitários e ser forçado a participar do clube de teatro como punição. É lá que ele conhece a inocente Jamie Sullivan ( Mandy Moore, cantora de pop e folk, compositora e atriz), para ele uma estranha, apesar de estudarem juntos desde o jardim de infância.
Com toda inocência, Jamie tenta ajudar o garoto nas aulas para as crianças carentes, limpando as salas de aula, mas ele a renega e só procura sua ajuda quando está precisando de ajuda para passar o texto do seu personagem no teatro e assim eles passam a conviver e se conhecem mais de perto.
A personalidade contagiante de Jamie e a conexão natural que Landon sente leva a olhar para seu interior e se dá conta de que há algo mais nesse relacionamento. A convivência com Jamie mudou a vida de Landon, ela o fez ver o mundo com mais intensidade, mostrando-o acima de tudo a importância da fé em deus e em tudo aquilo que antes ele considerava inútil, pôde perceber que o natural dá um sentido extraordinário a vida.
Mas muitas surpresas estão por vir, Jamie sofre de leucemia e está com os dias contados, sendo assim, não faz sentido continuarem com o relacionamento.
“Um Amor pra Recordar” é sem sombra de dúvidas um filme maravilhoso, pois contém uma história encantadora em que tem o poder de transformar as pessoas que o assistem. Ele mostra a importância do abstrato, de tudo que não se pode ver, mas que é necessário para se viver melhor.
Enfim, "Um Amor para Recordar" quer tanto ser voltado para jovens que acaba superando seus limites - agradando todas faixas etárias.
Título Original: A Walk to Remember
Gênero: RomanceTempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2002
Estúdio: DiNovi Pictures / Warner Bros. / Gaylord Films / Pandora
CinemaDistribuição: Warner Bros. / Europa Filmes
Direção: Adam Shankman
Roteiro: Karen Janszen, baseado em livro de Nicholas Sparks
Produção: Denise Di Novi e Hunt Lowry
Música: Mervyn Warren
Fotografia: Julio Macat
Desenho de Produção: Douglas Hall
Direção de Arte: Linwood Taylor
Figurino: Douglas Hall
Edição: Emma E. Hickox
Efeitos Especiais: Custom Film Effects
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Adeus
Sinceramente, como o Neguinho da Beija Flor pôde dizer isso? Ele quase morreu por causa da doença e ele não está totalmente curado, porque infelizmente essa doença maldita não tem cura. Fiquei mais indignada ainda exatamente porque há dois dias (exatamente há uma semana) eu havia perdido um "primo" por causa dessa doença.

Não só para o Diego, mas também para todas as pessoas queridas que morreram por causa dessa maldita doença.
Existem horas e lugares em que as pessoas tem que ser fortes, e não deixar transparecer que tudo está acabado.
Sem dúvida nenhuma vocês ficarão nos corações de todo mundo, de alguma maneira...e nós temos certeza que de algum lugar, vocês estão olhando por nós.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Contra a queda do Diploma

"Um excelente chefe de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o Estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. Certamente o poder público não pode restringir dessa forma a liberdade profissional no âmbito da culinária, e disso ninguém tem dúvida, o que não afasta, porém, a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos à saúde e à vida dos consumidores”, foi o que disse o ‘sábio’ presidente da Corte, Gilmar Mendes.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Entrada Para Raros

Logo cedo, se formou em Comunicação Social, que lhe garantiu não só o diploma, mas também a formação da sua extinta banda: Madalena 19. Com uma certa ingenuidade e com o intuito de ficar famoso, Anitelli assinou um contrato com uma produtora, que não só permitiria a gravação de um CD, mas que também daria todos os direitos autorais das músicas compostas por ele a essa gravadora, que por fim acabou rejeitando a banda por achar que as músicas eram brasileiras demais.
Em 2003, com a ideia de entrar para o cenário independente, Anitelli formou a trupe do “Teatro Mágico”, composta por doze músicos e três artistas circenses, a banda mistura elementos da música, com números de circo, transformando assim, o palco em um picadeiro.
Entrou em estúdio para gravar o seu primeiro CD: “O Teatro Mágico: Entrada Para Raros”, fazendo referência ao Best Sellers do escritor alemão Hermano Hesse “O Lobo da Estepe”, e assim montou um espetáculo juntando tudo numa coisa só: malabaristas, atores, cantores, poetas, palhaços, bailarinas e tudo o que a imaginação pudesse criar.
Vestido de palhaço, Fernando Anitelli sobe ao palco com influências do circo, do teatro e da poesia. Suas melodias são feitas em um ritmo único, misturando maracatu, samba, hip-hop, música erudita e rock. Utilizando instrumentos como pick ups, violões, violinos, guitarras, baixo, percussão, flauta, gaita, bateria, piano e sons eletrônicos. Suas letras são a poesia do cotidiano urbano, retratando a sociedade brasileira: uma sociedade desigual e desumana, com moradores de rua, mecanização do trabalho, alienação as emissoras de televisão e retratando também os sentimentos humanistas.
Suas músicas trazem grande surpresas para seus fãs, para os que são muito atentos, descobrem mensagens ocultas em suas músicas, como em “O Anjo mais Velho”, composta para seu irmão mais velho Gustavo, que morou durante seis anos nos Estados Unidos. Essa música traz à tona o sentimento de saudade por uma pessoa que já se foi, ou mora longe.
“(...) Metade de mim agora é assim: de um lado a poesia, o verbo a saudade. Do outro a luta, que nos trouxe coragem para chegar ao fim (...)”, ou seja, uma parte são lembranças, e a outra é a vontade de continuar a batalha.
“(...) Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar (...)”, não importa quando, onde ou o por quê, o que importa é que enquanto o coração bater a saudade vai estar junto.
E de traz para a frente a mensagem oculta: “(...) O novo, o credo, a fé que você deposita em você (...)”, o que não precisa de explicação: um dia vão se encontrar novamente.
Traçando um paralelo entre o real e o imaginário, as pessoas descobrem a delícia de se permitir um pouco mais de si mesmos, e a trupe do Teatro Mágico, comandada por Fernando Anitelli, escreve seu nome na história da música popular brasileira, com o sucesso independente de gravadoras ou mídia de massa.
Considerados pelo jornal “Folha de São Paulo” como o melhor show da atualidade no Brasil, a companhia musical e circense recebe elogios como: “Longe da crítica e perto do público”.
Hoje suas músicas são distribuídas gratuitamente pela internet, e seus DVDS são vendidos a preços populares, deixando a mensagem: “Ser o que se é, afinal, todos somos raros e temos que ter consciência disso.”

Fernando Anitelli: É uma homenagem bonita pra caramba, fico muito feliz, porque é um projeto que tem a característica de ser realizado de maneira colaborativa, com um publico que visita nossos sites, sai nas fotos, na nossa apresentação, então, quando esse pessoal vem transfigurado, trazendo seu personagem de casa, a gente gosta muito da homenagem.
Eu acho importante a participação. O que não é legal é ficar nessa coisa rasa, efêmera do personagem. O importante é ficar atento nas letras, nas críticas, porque é isso que o teatro mágico quer trazer. Para nós é um carinho muito grande.
P: O que tem de diferente no CD “O Segundo Ato”? O que o Publico pode esperar do espetáculo?
F. A: O pessoa agora vai receber uma parcela maior do segundo ato, já estivos aqui outras vezes com esse espetáculo, mas cantamos bem mais “Entrada para Raros”. Agora, a gente vai trazer as novidades nos shows aéreos, as músicas novas, os textos novos. O publico pode esperar a surpresa que virá. A gente sabe o começo e o fim, o que vai acontecer no meio é o publico que vai dizer (risos).
P: Em todos os shows vocês passam uma mensagem. Nesse show, além das mensagens de costume, vocês têm um recado especial para passar?
F. A: Hoje na verdade a gente vai defender a diversidade sexual. Existe uma grande mobilização na Paulista (av. Paulista, em São Paulo), em questão do orgulho da parada gay. E o que a gente acha interessante é que o “teatro Mágico” tem essa comunicação com o jovem, com a criança, com a família. Então, para todos nós é muito importante humanizar o ser humano, em questão de respeito e do preconceito. Acho que tudo isso está inserido no nosso projeto.
P: Qual é o principal meio de divulgação de vocês, já que vocês não aparecem nas mídias de massa?
F. A: O Boca a boca sem dúvida! A gente vai completar seis anos, e nesses seis anos a gente sempre utilizou da internet como ferramenta para divulgar nosso material. No nosso site tem foto, música para baixar de graça. Hoje as gravadoras, as mídias começaram a falar sobre o novo momento da música, para implantação do AI 5 da internet, impedindo esses dawloads. Então, essa é a maneira de se relacionar com a gente. De maneira clara, explicita, de poder entrar em um site de relacionamento e ali poder falar com a gente, direto, de poder perguntar e a gente responder. Essa relação próxima tira o artista de cima do palco e vai a onde o publico está, e acaba com esse negócio de que o artista é intocável, acaba o show e ele vai embora para o planeta dos artistas. Isso não existe! Essa relação simples, colaborativa, muita gente divulga nossas frases no MSN, sai com as nossas camisetas e isso ajuda a gente a divulgar o nosso trabalho. A gente percebe que o “Teatro Mágico” não é uma coisa que está sendo empurrada guela abaixo através de rádio. A gente corre paralelo a esse circuito musical.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
A Força de um Gigante
Iniciou sua vida de escritor aos 18 anos, no jornal “Kansas City”. Após a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial em 1918, Hemingway tentou alistar-se para o exército americano, mas não foi aceito devido a um problema na visão. Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de enfermeiro de ambulância na Cruz Vermelha, gravemente ferido, foi hospitalizado em Milão, onde se recuperou e se apaixonou pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, que se tornou sua inspiração para escrever o livro “Adeus as Armas” com a heroína inglesa Catherine Barkley.
Depois de voltar ao jornalismo em 1921, foi para Paris, iniciando seu convívio com outros escritores americanos e com o meio cultural mais efervescente da época. Sentindo falta do jornalismo e da vida de correspondente internacional, mudou-se para a Flórida, e na década de 30 decidiu sair para uma pescaria em alto mar com amigos, que terminou em Havana, capital Cubana, hospedou-se e um hotel no bairro de Habana Vieja bairro mais antigo da cidade que se tornou o lar do escritor, e os cenários que comporiam sua história e a da própria ilha pelos próximos 23 anos.
Em 1954 ganhou o prêmio Nobel de literatura e o livro “O velho e o Mar” foi explicitamente mencionado como uma justificativa para o prêmio, sendo considerado uma obra-prima para a prosa moderna.
Ernest Hemingway suicidou-se em 1961, e até hoje sua morte é um dos assuntos mais polêmicos nas discussões sobre sua vida e obra.
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil
Valor: R$31,00
Edição: 55 - 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 128
Obs: Em março de 2000m foi realizada uma adaptação para desenho animado, toda desenhada a mão pelo artista russo Alexander Petrov.
A Força de Um Gigante
“Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos, que eram da cor do mar, alegres e indomáveis”, assim é descrito Santiago, um velho pescador, que antes era respeitado por todos os outros pescadores da aldeia, mas visto agora como sinônimo de azar e fracasso. Há 84 dias sem fisgar nenhum peixe, ele decide enfrentar uma busca desesperada mar a dentro, para pegar o maior peixe que cruzar o seu caminho. Assim, contando com a sorte, com um pingo de água e poucas iscas de sardinha, Santiago parte em direção ao golfo do México, alimentando-se de golfinhos e peixes voadores, que pescava durante a sua jornada, enfrentando o sol quente que lhe queimava a visão e a solidão do mar.
Fingindo conversar com alguém, enquanto na verdade clamava seus pensamentos, Santiago narra suas aventuras do passado, e deseja desesperadamente a presença de seu pequeno aprendiz e amigo Manolin, que foi obrigado pela família a deixar o velho e a se juntar a pescadores mais sortudos que ele.
Em toda narrativa, Ernest Hemingway mostra todos os seus conhecimentos ao descrever que para sobreviver em alto mar é preciso além da sorte, muita sabedoria sobre as mudanças climáticas e as correntes marinhas, a localização dos cardumes e o comportamento dos peixes, e mais do que isso, ele nos envolve com as dúvidas de Santiago, as suas angustias, nos faz sentir a mesma dor que ele, nos faz sentir o cheiro da água salgada e o gosto do peixe cru.
"E assim, quando já não podia mais ver o verde da costa e sim os cumes das colinas azuis, com o mar calmo em que a luz formava prismas na água", Santiago viu uma de suas varas dobrar-se violentamente. Ele sabia exatamente o que era: há uns 150 metros de profundidade, um espadarte estava comendo a sardinha que cobria a ponta do anzol, indo cada vez mais longe da costa. A luta durou três longos dias, com sol a pino castigando-lhe os olhos, a linha rasgando-lhes as mãos, até que apenas uma delas continuava em condições para que o velho Santiago vencesse o enorme peixe.
Santiago sabia que a volta para Havana não seria fácil, atraídos pelo sangue da conquista, é perseguido por tubarões de diferentes raças e tamanhos, e escapando de cada um deles com apenas dois remos, o leme e o pequeno martelo, chega a seu destino apenas para constatar o seu cansaço e a carcaça do enorme peixe.
Quebrado por dentro e depois de cuspir um líquido estranho, Santiago vai para o pobre casebre onde vive, derrotado deita em sua cama coberta de jornais velhos e descansa sob os cuidados do pequeno Manolin. Com o amanhecer, outros pescadores vêem o barco atracado, com o esqueleto do peixe amarrado em um dos lados e o comprimento do espadarte traz de volta ao velho a admiração de todos.
Enfim o livro “O velho e o Mar” conta a estória de um homem persistente e de inabalável confiança em si próprio, mesmo diante dos terríveis obstáculos que a vida lhe impõe. A obra nos envolve nas angustias e sonhos de um velho pescador, testa os limites da capacidade humana diante de uma natureza voraz, e acima de tudo nos mostra como devemos agarrar os nossos sonhos e nunca desistirmos dele.
Ao meu namorado e Melhor amigo
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Um pouco de ciência
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Uma luz no fim do túnel
Uma pesquisa realiza nos Estados Unidos, divulgou no mundo inteiro no dia 27 de abril de 2008 que desativando uma proteína humana chamada ITK poderá abrir novos caminhos para o combate do retrovírus da AIDS neutralizando a resistência do patógeno aos antirretrovirais.
Essa proteína ativa nos linfócitos T, células imunológicas importantes no organismo.
Estudos publicados no Anais da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS). A maioria dos tratamentos contra a Aids têm como alvo as proteínas do próprio vírus responsável pela infecção. Mas à medida que o HIV realiza várias mutações, estas proteínas mudam rapidamente e geram resistência do vírus aos tratamentos. Estes cientistas descobriram que atuando sobre a proteína ITK (interleukine-2-inducible T cell kinase) podiam bloquear a infecção das células imunológicas humanas pelo HIV. A proteína ITK ativa os linfócitos T no mecanismo normal de resposta imunológica do organismo humano. Contrariamente às proteínas do vírus HIV, a proteína ITK registra poucas mutações.
Tentar contra-atacar o vírus HIV, que muda muito rapidamente, prescrevendo combinações de medicamentos e mudando de tratamentos pode aumentar o risco de efeitos secundários tóxicos e nem sempre há sucesso, quando o HIV entra no organismo, infecta as células linfocitárias T e toma o controle do mecanismo de defesa, o que permite ao vírus produzir cópias de si mesmo.
A infecção acaba comprometendo o conjunto do sistema imunológico provocando a Aids, a síndrome da imunodeficiência adquirida. Estes trabalhos mostram que se a proteína ITK não estiver ativa, o vírus da Aids não pode usar eficazmente as células linfocitárias T para se reproduzir, o que as deixa mais lentas ou até bloqueia sua propagação.
AIDS se caracteriza por astenia, perda de peso acentuadas e por uma drástica diminuição no número de linfócitos T auxiliadores (CD4), justamente as células que ativam os outros linfócitos que formam o exército de defesa do corpo. O organismo da pessoa que possui o vírus HIV torna-se incapaz de produzir anticorpos em resposta aos antígenos mais comuns que nele penetram.Com a imunidade debilitada pelo HIV, o organismo torna-se susceptível a diversos microorganismos oportunistas ou a certos tipos raros de câncer
De 1980 a junho de 2007 foram notificados 474.273 casos de aids no País – 289.074 no Sudeste, 89.250 no Sul, 53.089 no Nordeste, 26.757 no Centro Oeste e 16.103 no Norte. No Brasil e nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, a incidência de aids tende à estabilização. No Norte e Nordeste, a tendência é de crescimento. Segundo critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem uma epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos.
O Boletim Epidemiológico 2007 trouxe, pela primeira vez, dados sobre a proporção de pessoas que continuaram vivendo com aids em até cinco anos após o diagnóstico. O estudo foi feito com base no número de pessoas identificadas com a doença em 2000. Os dados apontam que, cinco anos depois de diagnosticadas, 90% das pessoas com aids no Sudeste estavam vivas. Nas outras regiões, os percentuais foram de 78%, no Norte; 80%, no Centro Oeste; 81%, no Nordeste; e 82%, no Sul.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Um pouco de Cultura!
Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. O adjetivo "novo", marcando todas estas manifestações, propunha algo a ser recebido com curiosidade ou interesse.
Vale ressaltar que a Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século. Devido à falta de um ideal comum a todos os seus participantes, ela desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança.
A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas.
As vanguardas européias vieram por causa da necessidade de abandono dos antigos ideiais estéticos do século XIX .
O principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida se dava no campo da literatura (e da poesia, em especial). Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.
A pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas vanguardas, e em 1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista brasileira, com influências do cubismo, expressionismo e futurismo. A exposição causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro Lobato, o que foi o estopim para que a Semana de Arte Moderna acontecesse.
A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas idéias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão. Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.
- 13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento. Espalhadas pelo saguão do Teatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público. O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna". Tudo transcorreu em certa calma neste dia.
- 15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novaes era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público. Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética. Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos...) que se alternam e confundem com aplausos. Quando Ronald de Carvalho lê o poema entitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto. A noite acaba em algazarra. Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise tuberculose.
- 17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranqüilo da semana, apresentações músicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado...